ESPAÇO PSICANÁLISE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
CONVIDA
PSICANÁLISE E PEDIATRIA
ENCONTRO POSSÍVEL
Os impasses no exercício da pediatria frente a obesidade na infância.
Carlos Eduardo Gubert
Médico Pediatra.
Teria a psicanálise algo a contribuir?
Coordenação: Lindamar L. Q. B. Vendruscolo
DATA: 15 de março de 2011
Terça-feira
HORÁRIO: 19:30
LOCAL: Biblioteca Freudiana de Curitiba
PÚBLICO ALVO: Profissionais cujo campo de atuação seja a infância e adolescência.
Inscrições: até 14/03/2011.
No local ou pelo telefone:
41 3342-6238.
Horário: 14h às 20h.
DESNODAMENTO DE CARTEL
A TRANSFERÊNCIA
“A escuta na transferência”.
Ilse de Freitas Bastos
“Transferência: O que é transferência em psicanálise?! (...)”
Iracilda Delourdes Graboski
“A transferência é o ‘A’nalista”.
Janaína Silva de Andrade
“Transferência. Processo espontâneo?”
Rosangela Urias de Azevedo
DATA: 17 de março de 2011 Quinta-feira
HORÁRIO: 20:00
INSCRIÇÃO: R$ 10,00
Membros Isentos
LOCAL: Biblioteca Freudiana de Curitiba
Rua Hermes Fontes, 792 Batel- Curitiba – PR
Fone/Fax (41) 3342-6238
Espaço destinado a tratar de assuntos relativos a formação em psicanálise, mas também a berto a cultura e arte.
domingo, 13 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Grandes e pequenos desejos

Quinta-feira, Março 03, 2011
por Contardo Calligaris
Estamos tão acostumados a desejar pequeno que desejar grande nos parece ser uma patologia
Os adolescentes de hoje me parecem desejar de maneira tímida. Como já escrevi, surpreende-me que eles desejem pequeno.
De fato, poderia estender essa constatação aos adultos de hoje. Não que eles deixem de desejar (isso só acontece em raras depressões graves), mas há, aparentemente, uma preferência contemporânea generalizada pelos desejos pequenos. Cuidado: um desejo não é pequeno porque seu objeto seria pouco relevante.
Tomemos, por exemplo, “Maria está a fim de cerejas” e “Antônia quer o fim de todas as guerras”. Será que o desejo de Antônia é grande e o de Maria pequeno? Nada disso.
Melhor nunca comparar desejos por sua suposta “nobreza” -até porque essa tal “nobreza” pode esconder motivações bem mais torpes do que uma saudável vontade de cerejas. Então, como diferenciar desejos grandes e pequenos?
Pois bem, há desejos fluidos, suscetíveis de infinitos deslizamentos, como se, de alguma forma, o objeto desejado fosse indiferente. Esses são desejos pequenos.
Por exemplo, estou a fim de uma calça nova. Entro na loja e o tamanho 39 está em falta. Olho ao redor de mim e acabo comprando duas camisas que não têm nada a ver com a calça que eu desejava.
Quero rever “Cisne Negro”, mas a sessão está lotada; nenhum drama, compro ingresso para “Bruna Surfistinha” (incidentemente: me dei bem, amei o filme). Também posso querer o fim de todas as guerras e, ao ver na TV uma ação do Greenpeace, decidir que de agora em diante só me importa o destino das baleias. Nesse caso, por se revelar facilmente substituível, o fim de todas as guerras é um desejo pequeno.
Há um outro tipo de desejo, mais incômodo, que não admite a substituição. Quero circum-navegar a Terra de veleiro, quero vingar meu pai, quero produzir uma obra, construir um império, rezar em silêncio no deserto, comer cerejas a cada dia: se eles forem insubstituíveis, se sua insistência moldar nossa vida, esses desejos são grandes porque eles nos definem.
O desejo pequeno é ideal para uma sociedade que conta com o consumo para alimentar a produção e organizar as diferenças sociais. Desejos substituíveis garantem que a gente seja sempre levemente insatisfeito e levemente desejante, esvoaçando de objeto em objeto como uma abelha num campo de flores.
Quanto ao desejo grande, que já foi ideal dominante, ele é hoje raro na prática, mas (anúncio de uma mudança dos tempos?) a sedução que ele exerce está crescendo.
Como Mônica Waldvogel (no “Entre Aspas”, da Globo News, na última quinta) e o crítico da Folha Inácio Araújo (na Ilustrada de domingo), reparei que a safra do Oscar deste ano é peculiar: quase todos os filmes indicados ilustram desejos grandes.
Estamos tão acostumados a desejar pequeno que desejar grande (e pagar o preço disso) nos parece ser um comportamento patológico (o cara enlouqueceu, está obcecado) ou, então, sinal de crise (os EUA devem estar muito mal se eles precisam idealizar esses heróis que desejam grande).
Penso o contrário: patológico é desejar pequeno. E, se os Estados Unidos estão gostando de heróis que sonham grande, talvez eles estejam saindo da futilidade dos anos 90: o sinal não seria de crise, mas de saída da crise.
Recentemente, vários leitores e leitoras me perguntaram por que não escrevi sobre “Cisne Negro”, que (alguns notaram) é um prato cheio para um psicanalista. Pois é, amei o filme e concordo com a ideia do prato cheio, mas acontece que, no filme, o que me comoveu não foi tanto o desabrochar da loucura quanto o heroísmo do desejo de perfeição da protagonista -um desejo grande.
Falando em desejo grande, “Bruna Surfistinha”, que estreou na última sexta, é outro exemplo. O filme de Marcus Baldini não é uma apologia nem uma crítica moralista da prostituição: é um filme sobre o difícil e tortuoso caminho de alguém que quis ser livre. É a história de um desejo grande.
DESPEDIDA
Quase na hora em que Moacyr Scliar estava nos deixando, alguém postou no Twitter uma frase minha: “A literatura é o catálogo das vidas possíveis”. Pois bem, pensei, os escritores deveriam ter o direito de continuar vivendo em qualquer uma das histórias que estão sendo e serão escritas por outros até o fim dos tempos. Numa delas, um dia, aliás, espero me reencontrar com Moacyr, para rir, contar casos insólitos e evocar lembranças de Porto Alegre.
Artigo de hoje da Folha de São Paulo
Enviado por --
Mallard Duarte Santos Suzana
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
SEMINÁRIO COM HELENA BICALHO.
Aí o que foi possível apreender do evento com Helena. Apesar da demora e de ficar fora da configuração:
- formalização no seminário 10 com o grafo do desejo;
-algoritmo da transferência para um novo suporte teórico;
-desdobramento do conceito teórico de transferência
Sujeito suposto saber e semblante de objeto a
S Sq recalque S/s topologia do INC
S(S1,S2,S3,......Sn)
Fazer parte da cadeia significante na transferência
Na aula de 4 de junho de 1969, destaca-se uma passagem teórica muito importante: passagem do significante de fonema para significante com base na noção de par ordenado na teoria dos conjuntos.
-voltado para a atuação clínica e casos clínicos
Da lingüística para lógica
(a,b) ordem quer dizer propriedade de inclusão
(a,b) = {a} {a,b}
Onde a está incluído nos conjuntos {a} e {a,b}
Compreender a noção de pares ordenados para trazer para o conceito de transferência
-anda não é o sintoma analítico, mas o prepara.
E para que operar com a noção de par ordenado? Para reduzir o material clínico e desta forma permitir a construção do vocabulário para o sujeito. Na construção da fantasia.
Na página 164 destaca que não se trata de uma nova ciência, mas “talvez um afinamento do que acontece com as condições da ciência”.
-por isso a redução do material clínico tem por base um afinamento. E na interlocução com o mundo acadêmico levanta-se a questão: qual a contribuição que a psicanálise teria na pesquisa em lógica?
Na página 300:
E o que é o vocabulário? Apartir da lógica matemática, retomar a noção de estrutura que vem da lógica e da língua artificial.
No texto: “pressupostos teóricos para o fim de análise....” (1994) – trabalhado por Helena em seu seminário anterior na BFC -
Qual é o vocabulário: 1) variáveis individuais x,y,z
2) conceitos lógicos;
3)constantes individuais: 0,1
4)símbolos funcionais
5)símbolos predicativos
6)quantificadores.
- Erick Porge, os nomes do pai, página 132
A teoria dos conjuntos nos oferece meios para lidar com o esvaziamento que fica ao passar do algoritmo para o par ordenado e do Sss para semblante de objeto a
No próximo seminário: diferenciando as estruturas
Neurose/psicose páginas 309,310 e 321
Obsessão e histeria páginas 324, 371 e 373
Neurose e perversão páginas 384,385
Consultar ainda sobre a placa giratória no seminário 4
- formalização no seminário 10 com o grafo do desejo;
-algoritmo da transferência para um novo suporte teórico;
-desdobramento do conceito teórico de transferência
Sujeito suposto saber e semblante de objeto a
S Sq recalque S/s topologia do INC
S(S1,S2,S3,......Sn)
Fazer parte da cadeia significante na transferência
Na aula de 4 de junho de 1969, destaca-se uma passagem teórica muito importante: passagem do significante de fonema para significante com base na noção de par ordenado na teoria dos conjuntos.
-voltado para a atuação clínica e casos clínicos
Da lingüística para lógica
(a,b) ordem quer dizer propriedade de inclusão
(a,b) = {a} {a,b}
Onde a está incluído nos conjuntos {a} e {a,b}
Compreender a noção de pares ordenados para trazer para o conceito de transferência
-anda não é o sintoma analítico, mas o prepara.
E para que operar com a noção de par ordenado? Para reduzir o material clínico e desta forma permitir a construção do vocabulário para o sujeito. Na construção da fantasia.
Na página 164 destaca que não se trata de uma nova ciência, mas “talvez um afinamento do que acontece com as condições da ciência”.
-por isso a redução do material clínico tem por base um afinamento. E na interlocução com o mundo acadêmico levanta-se a questão: qual a contribuição que a psicanálise teria na pesquisa em lógica?
Na página 300:
E o que é o vocabulário? Apartir da lógica matemática, retomar a noção de estrutura que vem da lógica e da língua artificial.
No texto: “pressupostos teóricos para o fim de análise....” (1994) – trabalhado por Helena em seu seminário anterior na BFC -
Qual é o vocabulário: 1) variáveis individuais x,y,z
2) conceitos lógicos;
3)constantes individuais: 0,1
4)símbolos funcionais
5)símbolos predicativos
6)quantificadores.
- Erick Porge, os nomes do pai, página 132
A teoria dos conjuntos nos oferece meios para lidar com o esvaziamento que fica ao passar do algoritmo para o par ordenado e do Sss para semblante de objeto a
No próximo seminário: diferenciando as estruturas
Neurose/psicose páginas 309,310 e 321
Obsessão e histeria páginas 324, 371 e 373
Neurose e perversão páginas 384,385
Consultar ainda sobre a placa giratória no seminário 4
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
SEMNÁRIO COM PURA CANCINA
AÍ ESTÁ O QUE FOI POSSÍVEL APREENDER, DESSA EXPERIÊNCIA!
QUAL A FUNÇÃO DO SINTOMA NO FINAL DE ANÁLISE?
- a lógica do nó borromeu - escritura de Joyce
Durante todo seminário RSI: é suficiente três ou precisa de um quarto elemento para amarrar o nó?
- o complexo de Édipo freudiano se reduz ao nome do pai
No desenho do nó: -diferenciação dos registros
-falta da heterogeneidade dos registros;
-os três registros freudianos: inibição, sintoma e angústia.
-nesse rearanjo que é o nó, há uma função nova que é a nomeação. Que implica uma função simbólica da realidade psíquica freudiana: -a psicose paranóica é um nó de três
-o nó do trevo exemplificado pelo nó de três sem a nominação – os três registros na realidade psíquica.
Lacan se utiliza da obra de Joyce para lançar que a verdade se alcança com fazer quando se pode produzir o deslocamento dos registros.
No fim do seminário RSI, Lacan promete que o próximo se chamará de 4,5,6, mas não é.
No seminário 23, Lacan vai renunciar ao 4,5,6. E nas primeiras páginas tentar situar o papel de Joyce na construção dessa obra.
- o pai de Joyce, não manteve esse nó anulado.
Na primeira página vai explicar a diferenciação entre sintoma e sinthoma. Onde a origem do H vai remeter a Joyce e a Ulisses. É um retorno a obra porque não há um começo.
-uma injeção de grego - invenção de um pai L’elangues
Alongamento da língua.
Outra questão que permeia esse seminário. Será que James Joyce estava louco?
-utilização do entusiasmo maníaco para a escritura.
-transmissão de enigmas
SINTHOMA SIN= pecado = nobre sentido da falta
Pecado com consciência da falta
Que nos remete ao gênese: a idéia de que a mulher não existe e por isso não existe a relação sexual.
-é algo que não cessa de não se escrever , como o Real e a mulher.
-o sinthoma responde pelo que falta.
-noção de palavra-valise: Sainthome (Santo lugar/santa casa)
Sentido levistrausiano (para ser um santo homem, basta que não cometa o incesto)
Saint tho Madaquim a paternidade de São Tomás, que dá legitimidade a epifanias
Epifania como manifestação da essência - manifestações dos deuses do real (deuses pagãos)
Inclusão dos pais no sintoma.
-a função da nominação, que provém do simbólico LETRA
O nome do pai METÀFORA
nominação LETRA
-a função da suplência aparece pela primeira vez no seminário 4, quando trata da fobia do pequeno Hans. Com a função que o cavalo cumpriu em recuperação a função do pai.
Outra questão: James Joyce era invadido por vozes, ou se deixava invadir?
A resposta está no saber fazer, até chegar ao segredo da linguagem.
E porque não estamos todos loucos? Porque contamos com o imaginário.
A realidade psíquica nó de 6 – cristalização do sintoma freudiano
E o que tudo isso nos traz para a direção da cura?
Uma prática de corte e recalcamento ;
reanodamento numa prática para chegar a algo que se possa aí fazer – saber fazer com o sintoma.
QUESTÕES
1.como definir o sujeito?
A função da letra, que a assinatura cumpre - com respeito ao nome próprio
2.a mulher como sintoma para o homem
A mulher é não-toda, a escritura das fórmulas da sexuação dentro da significação fálica, mas não-toda.
3.a sublimação é um destino pulsional que rompe com o imperialismo da linguagem.
QUAL A FUNÇÃO DO SINTOMA NO FINAL DE ANÁLISE?
- a lógica do nó borromeu - escritura de Joyce
Durante todo seminário RSI: é suficiente três ou precisa de um quarto elemento para amarrar o nó?
- o complexo de Édipo freudiano se reduz ao nome do pai
No desenho do nó: -diferenciação dos registros
-falta da heterogeneidade dos registros;
-os três registros freudianos: inibição, sintoma e angústia.
-nesse rearanjo que é o nó, há uma função nova que é a nomeação. Que implica uma função simbólica da realidade psíquica freudiana: -a psicose paranóica é um nó de três
-o nó do trevo exemplificado pelo nó de três sem a nominação – os três registros na realidade psíquica.
Lacan se utiliza da obra de Joyce para lançar que a verdade se alcança com fazer quando se pode produzir o deslocamento dos registros.
No fim do seminário RSI, Lacan promete que o próximo se chamará de 4,5,6, mas não é.
No seminário 23, Lacan vai renunciar ao 4,5,6. E nas primeiras páginas tentar situar o papel de Joyce na construção dessa obra.
- o pai de Joyce, não manteve esse nó anulado.
Na primeira página vai explicar a diferenciação entre sintoma e sinthoma. Onde a origem do H vai remeter a Joyce e a Ulisses. É um retorno a obra porque não há um começo.
-uma injeção de grego - invenção de um pai L’elangues
Alongamento da língua.
Outra questão que permeia esse seminário. Será que James Joyce estava louco?
-utilização do entusiasmo maníaco para a escritura.
-transmissão de enigmas
SINTHOMA SIN= pecado = nobre sentido da falta
Pecado com consciência da falta
Que nos remete ao gênese: a idéia de que a mulher não existe e por isso não existe a relação sexual.
-é algo que não cessa de não se escrever , como o Real e a mulher.
-o sinthoma responde pelo que falta.
-noção de palavra-valise: Sainthome (Santo lugar/santa casa)
Sentido levistrausiano (para ser um santo homem, basta que não cometa o incesto)
Saint tho Madaquim a paternidade de São Tomás, que dá legitimidade a epifanias
Epifania como manifestação da essência - manifestações dos deuses do real (deuses pagãos)
Inclusão dos pais no sintoma.
-a função da nominação, que provém do simbólico LETRA
O nome do pai METÀFORA
nominação LETRA
-a função da suplência aparece pela primeira vez no seminário 4, quando trata da fobia do pequeno Hans. Com a função que o cavalo cumpriu em recuperação a função do pai.
Outra questão: James Joyce era invadido por vozes, ou se deixava invadir?
A resposta está no saber fazer, até chegar ao segredo da linguagem.
E porque não estamos todos loucos? Porque contamos com o imaginário.
A realidade psíquica nó de 6 – cristalização do sintoma freudiano
E o que tudo isso nos traz para a direção da cura?
Uma prática de corte e recalcamento ;
reanodamento numa prática para chegar a algo que se possa aí fazer – saber fazer com o sintoma.
QUESTÕES
1.como definir o sujeito?
A função da letra, que a assinatura cumpre - com respeito ao nome próprio
2.a mulher como sintoma para o homem
A mulher é não-toda, a escritura das fórmulas da sexuação dentro da significação fálica, mas não-toda.
3.a sublimação é um destino pulsional que rompe com o imperialismo da linguagem.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
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